Eleições 2022: a urna eletrônica é realmente confiável? – Diário de contabilidade

By | August 31, 2022

Estamos em ano eleitoral e, como de costume, além da atenção dada às eleições e às divergências políticas entre os cidadãos nas redes sociais, outro tema que costuma ganhar as urnas é a urna eletrônica.

Isso porque, por ser a urna eletrônica uma máquina, por mais segura que seja, muitas pessoas acreditam que ela é potencialmente vulnerável a vírus e intrusões cujos métodos melhoraram na mesma proporção que as aplicações de segurança.

No Brasil, a urna eletrônica faz parte do processo eleitoral brasileiro desde 1996. Nesses 26 anos desde as eleições, o assunto é cercado de mitos e especulações.

Para identificar se a urna eletrônica é confiável, vamos entender o que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os especialistas da área estão dizendo para identificar se há ou não riscos na votação pela urna eletrônica.

A urna eletrônica é confiável? Veja o que diz o TSE

Segundo a Justiça Eleitoral, há um trabalho árduo para melhorar a urna eletrônica para garantir que a votação seja realizada de forma segura, transparente e eficiente.

Conforme informado pelo TSE, o que há de mais moderno em segurança da informação é utilizado para a construção de todos os equipamentos. Onde para garantir a veracidade de sua segurança, a urna eletrônica passa por testes de segurança pública.

See also  Apostas na Copa do Mundo Qatar 2022: Alemanha x Japão

Existem também diversos mecanismos de controle e verificação dos resultados que podem ser realizados pelos candidatos e coligações, pelo Ministério Público, pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pelo próprio eleitor.

Entre os processos de segurança que os eleitores podem acompanhar está a Cerimônia de Votação Paralela, onde, às vésperas das eleições, são sorteadas urnas para verificação em audiência pública.

Essas cédulas, já instaladas nas assembleias de voto, são então levadas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e posteriormente substituídas por outras, elaboradas com o mesmo procedimento dos originais.

No dia das eleições, mesmo com cerimónia pública, as urnas sorteadas são colocadas à votação nas mesmas condições previstas na assembleia de voto, com registo paralelo dos votos emitidos na urna.

Dessa forma, cada voto é registrado em papel, e depois replicado na urna eletrônica, enquanto todo o processo é registrado em vídeo. Assim, no final do dia, à mesma hora em que termina a votação (17:00), são contadas as cédulas em papel e comparadas com o resultado da urna.

Outra grande questão que está sendo debatida diz respeito à possibilidade de ataques de hackers nas urnas no dia da votação, porém, o TSE afirma que a urna não é vulnerável a ataques externos.

See also  Inflação alimentar deverá subir após as eleições - 10/11/2022 - Mercado

Isso ocorre porque essas urnas operam de forma isolada, ou seja, não possuem mecanismo que permita que sejam conectadas a redes de computadores como a Internet.

Além disso, o TSE informa que a urna não possui o hardware necessário para se conectar a uma rede ou mesmo a qualquer outra forma de conexão, seja com fio ou sem fio.

O sistema de votação eletrônica, por sua vez, utiliza o Linux (sistema operacional), que é montado pela Justiça Eleitoral para que não haja nenhum tipo de mecanismo de software que permita conexão a redes ou mesmo acesso remoto.

Em relação aos casos de possíveis tentativas de violação, também há medidas adotadas pela Justiça Federal, dentre as quais a Justiça utiliza ferramentas e controle de versão do código-fonte dos sistemas eleitorais.

De onde a partir dessas ferramentas você pode acompanhar o código fonte e se houve algum tipo de modificação e se essa modificação foi feita por alguém.

Por fim, a Justiça Eleitoral informa que apenas um pequeno grupo de servidores e funcionários do Tribunal Superior Eleitoral tem acesso ao repositório do código-fonte, grupo que está autorizado a fazer alterações no software.

A urna eletrônica é confiável? Veja o que dizem os especialistas

De acordo com a maioria dos especialistas, a urna eletrônica é realmente confiável, o motivo está em seu funcionamento, onde a operação ocorre de forma isolada, sem nenhum tipo de acesso à Internet ou outro tipo de conexão, o que impossibilita qualquer ataque hacker, pois o pré-requisito para um hacker é usar a Internet.

Segundo Roger Maciel, especialista e CEO da Russell Bedford Brasil, as urnas eletrônicas no Brasil são seguras. A empresa de Roger Maciel foi responsável pela auditoria do voto paralelo a pedido do TSE.

“Fizemos um teste no dia e hora em que as eleições aconteceriam. Tiramos uma urna eletrônica e comparamos com os votos naquela urna de papel. Os resultados são os mesmos”, disse Russell Bedford Brasil CEO.

A alegação diz respeito justamente à urna totalmente desconectada da World Wide Web, o que impossibilita que qualquer pessoa de outro local possa se conectar às urnas pela Internet.